Dumbledore

Logo no segundo capítulo, Dumbledore vai buscar Harry na casa dos Dursley. Diversos assuntos são tratados nesse primeiro encontro. Dumbledore fala a Harry que ele tinha herdado tudo o que Sírius possuía (fato comprovado quando Monstro foi obrigado a obedecer), inclusive Bicuço e a casa do Largo Grimmauld, n° 12. Ainda na casa dos Dursley, irônica apesar de educada fala aos Dursley, que apesar deles não terem dado amor a Harry Potter, eles fizeram menos danos a ele do que ao próprio filho e avisa que Harry só irá voltar para sua casa no período do verão, uma vez que completados seus 17 anos será considerado maior de idade para o mundo bruxo. Esse fato é importante salientar, uma vez que no início do próximo livro, Harry será maior de idade, apto, portanto, para enfrentar a maioria das dificuldades e responsabilidades.

Podemos destacar então nesse primeiro encontro, o fato de Harry demonstrar ter capacidade de convencer Slughorn, a confiança de Dumbledore nele, permitindo que ele usasse a varinha em casos de necessidade, e a empatia que Dumbledore possuía com Harry, por entender seus sentimentos e por compreender também o quanto Rony e Hermione são importantes para ele.

A primeira aula, ocorrida logo no início do ano, Dumbledore explica a Harry que a lições seriam na verdade conhecer um pouco mais sobre Voldemort. Apesar de já ter contado tudo o que sabia no final do livro 5, decidiu mostrar a Harry lembranças suas e de outras pessoas que mostravam muitas coisas da vida de Voldemort. Essas lembranças vistas na penseira são muito ricas e fontes de muita reflexão para o que vai ocorrer no 7° livro.

O que podemos perceber nesse encontro é que Tom Servolo Riddle, nosso Voldemort vem de uma família preconceituosa, que se orgulha de ser descendente dos Slytherin, e que Mérope, a mãe de Voldemort é considerada quase um aborto por não fazer feitiços bem. Apesar disso soube conquistar Tom Riddle através de uma poção do amor ou outra opção mágica.

No terceiro encontro, Harry chega à sala de Dumbledore chateado por que Mundungo Fletcher roubou coisas de Largo Grimanauld. Uma coisa interessante que observei é a fala de Dumbledore: “o Professor Snape sabe bem mais sobre Artes das Trevas que Madame Pomfrey, Harry.” (ROWLING, HP6, p. 204)
Voldemort já tinha poderes bem desenvolvidos, usando-os conscientemente, geralmente contra outras pessoas, para assustar, punir, controlar, ele era ofidiglota além de ter óbvio instinto para a crueldade, o sigilo e a dominação. Um ponto importante sobre essa segunda lembrança é que Voldemort já era solitário, não quis ir com Dumbledore ao Beco Diagonal, e outra coisa, ele gostava de guardar seus trófeus. No caso, brinquedos das crianças do orfanato.

No quarto encontro, além de Harry falar que era partidário de Dumbledore até o fim, e fazer Dumbledore se emocionar, Dumbledore afirma que nunca confiara em Tom Riddle, e decidira ficar de olho apesar dele ser muito reservado.

Nesse encontro destaco que Voldemort, mesmo ainda estudante, já tem capacidade para não somente matar o pai e os avós, mas também fazer o tio acreditar que ele é quem tinha feito isso. Já tinha naquele momento elaborado, seu plano de fazer Horcruxes, tendo já feito pelo menos duas: o diário e o anel.

No quinto encontro Dumbledore fica decepcionado porque Harry não conseguiu convencer Slughorn a dar a lembrança verdadeira sobre horcruxes. Apesar disso, ele demonstra confiança em Harry e quer saber a opinião de Harry sobre as conclusões que teve, demonstrando que Dumbledore tem a opinião de Harry em alta conta.
Pudemos ver nesse encontro que Tom Riddle sempre tirou notas excelentes, tendo se tornado monitor chefe e ganhado prêmio por Serviços Especiais Prestados a Escola, sendo que a maioria dos professores queria que ele entrasse no Ministério de Magia, mas apesar disso, ele começou a trabalhar na Borgin & Burkes, depois de ter recusado seu pedido para ser professor em Hogwarts. Voldemort, ansiava por estar em Hogwarts para descobrir seus segredos, embora já soubesse mais do que a maioria dos estudantes, além disso ansiava também pelo poder e influência sobre jovens bruxas e bruxos, como fazia o Professor Slughorn. Hogwarts era nesse sentido um local de recrutamento para ter um exército pessoal.

No próximo encontro, Harry, já de posse da lembrança verdadeira de Slughorn, descobre ao ver essa que Voldemort fez sete Horcruxes. Horcrux é uma palavra usada para nomear um objeto no qual uma pessoa escondeu parte de sua alma e Voldemort foi mais longe do que qualquer outro bruxo, ao dividir sua alma em sete, um número mágico, quer dizer não sete, mas seis. A sétima parte da alma está no corpo regenerado. Descobrimos então que as seis Horcruxes são: Diário de Riddle (destruído por Harry Potter), o anel de Servolo (destruído por Dumbledore), o medalhão, a taça de Hufflepuff, e algum objeto de Gryffindor e/ou Ravenclaw e provavelmente Nagini, a cobra de Voldemort. Além de finalmente entendermos como Voldemort tomou providência para não morrer, sabemos também que a profecia não significa que você tem que fazer alguma coisa, mas a atitude de Voldemort, ao perseguir Harry fará com que ela se cumpra.

Esse foi, em minha opinião um encontro muito importante, porque Harry finalmente entendeu que ele ia enfrentar Voldemort, com a cabeça erguida, por saber que por ele ter feito tantas coisas tinha que ser combatido e vencido.

No último encontro, Harry descobriu, através da professora Trelawney que foi Snape quem contou a Voldemort sobre a profecia. Dumbledore reafirmou que confiava totalmente em Snape apesar do ocorrido e pediu para Harry fosse ao quarto pegar a capa de invisibilidade. O resto, infelizmente quem leu o livro sabe o que aconteceu, depois de chegar à gruta, e beber todo líquido que tinha em uma bacia no centro da gruta, Dumbledore, enfraquecido e Harry voltaram com um medalhão falso. E encontraram a marca negra na torre. Infelizmente era uma armadilha e depois de Draco Malfoy não conseguir fazer sua missão, Snape matou Dumbledore com um Avada Kedrava.

Mas porque analisei todos esses encontros? Porque para mim me pareceu bem claro que esses encontros foram promovidos com uma finalidade: permitir a Harry não somente conhecer Voldemort e alguns dos seus segredos. Mas para promover um amadurecimento progressivo. Desde o primeiro encontro, quando Harry sem saber como agir convenceu Slughorn a dar aulas em Hogwarts, até o penúltimo em que Dumbledore lhe disse que ele adquirira o direito de lhe acompanhar em sua próxima busca.

Harry foi ao longo desse livro amadurecendo, fato comprovado por ter se tornado o capitão do time de quadribol, e por ser mais seguro. O fato de finalmente ter começado a namorar com Gina também demonstra isso, assim como no ultimo capítulo, quando ele termina com ela e avisa que depois de uma pequena estadia na casa dos tios vai procurar sozinho os outros horcruxes. E porque Rowling fez isso? Em minha opinião, para que no último livro, ele esteja pronto para finalmente enfrentar Voldemort, dependendo não somente da sorte ou de ajuda de outras pessoas (como Hawkes a fênix de Dumbledores no livro 2 ou Dumbledore no livro 5), mas por sua própria capacidade e talento.

O que Dumbledore fez ao longo desses encontros foi trazer não somente conhecimento, mas permitir sua entrada no mundo dos adultos, torná-lo apto a se defender.

[nota de revisão] E veja só essa coluna, apesar de simples conseguiu seu intento de demonstrar a importância de cada um dos encontros. Encontros esses ainda mais precisosos, levando-se em conta o fato de que Dumbledore morreu ao final do livro “Enigma do Príncipe”. Somente ao final do livro 7, “Relíquias da Morte” que ele encontrou novamente com Dumbledore, dessa vez quando pensou que estava morto e num lugar simbólico, a estação de trem, igual ao filme Matrix. Essa estação demonstrava ser um lugar paralelo entre a vida real e o lugar que os mortos se conduzem. Foi muito esclarecedora essa conversa, quem sabe não escrevo numa próxima coluna?

Nos livros de Harry Potter, uma coisa que sempre J. K. Rowling utiliza é a presença constante de sonhos. Mas por que isso me chamou a atenção? Porque o homem ao longo dos tempos sempre buscou respostas para seus sonhos. Gregos, Hebreus, Egípcios, Hindus, Chineses, Japoneses e Muçulmanos os interpretavam como oráculos ou instrumento de premonição, e as mitologias de todos os povos, sem exceção, valorizavam-nos como linguagem de seus deuses. Até mesmo o grego Hipócrates considerado o pai da medicina, escreveu um “Tratado dos Sonhos” onde indica a utilização terapêutica de certos símbolos oníricos. Os sonhos são também utilizados por Homero na Ilíada e na Odisséia (séc. VIII a.C.).

Pode-se considerar o sonho como um fenômeno psíquico espontâneo de produção de imagens e representações de idéias que involuntariamente ocorrem durante o período de sono.

Interessante observar que até mesmo estudiosos se interessaram pelo sonho, demonstrando sua importância na análise da psique do indivíduo como Freud e Jung. Mas ambos têm uma interpretação diferente para o sonho. Para Freud, esse é a realização de um desejo reprimido, sendo uma via para se chegar ao conhecimento da alma. E, para Jung, esse é a auto-representação, espontânea e simbólica, da situação atual do inconsciente, isto é, ele é uma auto-descrição do processo da vida psíquica do indivíduo. Para efeito de análise dos sonhos ocorridos ao longo dos cinco livros, será utilizada a interpretação de Jung, de situação atual do subconsciente.

Existem ao longo dos livros de Harry Potter muitas descrições de sonhos, como a que ocorre no capítulo 2 do livro 1, em que Harry relata aos Dursley que voava em uma bicicleta. Esse sonho é na verdade a lembrança de um episódio já ocorrido, pois Harry Potter foi da casa dos pais para a casa dos Dursley com motocicleta de Sírius, levado por Hagrid.

Harry no livro 1 tinha uma vida tão ruim e infeliz, que vivia sonhando que um parente desconhecido o buscava para viver com ele. E, quando Hagrid foi buscá-lo, achou que tinha sonhado com isso, ao acordar no dia seguinte. Ou o sonho que ele cita para os Dursley em que via uma moto voadora, fato que realmente ocorreu, já que Hagrid o levou na moto de Sírius para a casa dos pais. Um sonho interessante que ocorreu ainda no Livro 1 é quando, no capítulo 7, Harry sonha com turbante de Quirrel, que tenta convencê-lo a ir para a casa de Sonserina. Esse sonho seria uma premonição de que Quirrel era aliado de Voldemort ou esse já tentou mesmo tão cedo influenciar Harry? Os sonhos de Harry vão se tornando mais fúnebres, quando no capítulo 13, passa a sonhar com os pais desaparecendo num relâmpago verde, enquanto uma voz esganiçada gargalhava. Após o episódio na floresta negra, esse sonho piorou, pois tinha também a representação de Voldemort, uma figura encapuzada que pingava sangue.

No livro 2, somente um sonho de Harry é de especial importância, aquele que ocorre no capítulo 2, em que se vê sendo exibido em um zoológico, como uma anomalia. Entretanto, Gina que estava sendo dominada por Voldemort teve pesadelos constantes, demonstrando que a presença do Mau, representado por esse traz a auto-representação, espontânea e simbólica, da situação do inconsciente, como previsto por Jung.

Os sonhos que Harry teve no livro 3 são diversos: Capítulo 10 – sonha com mãos podres e pegajosas e súplicas fossilizadas; Fudge relata que ainda sonha com a cratera que ficou na rua no dia da fuga de Pedro Petigrew; no capitulo 13 Harry sonhou que voava em sua Firebolt em uma floresta, seguindo uma coisa branco-prateada na mesma hora que Rony acordou com Sírius Black em sua cama. E numa noite anterior a uma partida de Quadribol, Harry sonhou que perdera a hora e Neville o substituíra, e depois na continuação desse mesmo sonho, os alunos de Sonserina jogava montados em dragões. Harry estava inseguro com partida, já que todo o time de Sonserina tinha vassouras melhores, sonhava também que estava caindo.

No livro 4, já no início, Harry após sonhar com uma situação real acontecida entre Voldemort, Rabicho e Franco (que foi assassinado por Voldemort), acorda com a cicatriz doendo. É partir daí que é evidenciada a ligação cada vez mais presente entre Voldemort e Harry. Esse sempre sente sua cicatriz doendo quando Voldemort tem sentimentos mais fortes, ou está próximo. Em um momento mais leve, Harry, feliz, após assistir à partida entre Irlanda e Bulgária, tem sonhos (ou devaneios) em que voava como Krum. Mas esse atmosfera mais leve termina, quando, no capítulo 29, Harry tem um sonho na sala da prof. Sibila Trelawney, em que vê mais uma vez o que está acontecendo com Voldemort, que tinha ficado com raiva porque Bartô fugira e tentara avisar Dumbledore sobre os planos de Voldemort.

O livro 5, é o livro que mais utiliza os recursos do sonho para dar premonições do que está acontecendo realmente para Harry. O livro começa já no capítulo 1, com Harry tendo pesadelos com Cedrico e corredores sem saída, além de sonhos com o cemitério em que aconteceu seu último encontro com Voldemort. São referências constantes ao longo da trama, sonhos com corredores sem saída. Sonhar com corredor normalmente significa que a pessoa poderá passar por algumas dificuldades, mas, no fim, todas as coisas melhorarão.
Outro personagem que relata seus sonhos é Molly Weasley, no episódio que teve dificuldades de fazer o feitiço Ridiculus, com um bicho papão. Nesse momento, Molly, relata que sonha sempre com os membros da família em perigo ou morta.

No capítulo 10, Harry tem um sonho estranho com os pais (que não falavam), com a Sra. Weasley soluçando sobre o cadáver de monstro, e com um corredor que terminava numa porta fechada. E, no capítulo 12, Sibila Trelawney, apresenta para a turma o Oráculo dos Sonhos, de Inigo Imago, dizendo que interpretação de sonhos é um dos meios mais importantes para ler o futuro. A prof. Sibila pede então, que os alunos façam um diário de sonhos, tarefa que Harry e Rony fazem sem o menor cuidado, inventando os mais diversos sonhos. Nesse momento, é demonstrado que Harry não quer dividir seus sonhos.

No capítulo 21 ocorre o sonho mais impressionante desse livro, em que, apesar de ter começado com uma briga entre Harry e Cho, acaba com a visão da cobra Nagini, num momento em que Voldemort compartilha seu corpo e ataca o Sr. Weasley. Esse sonho premonitório dá a chance de salvar o Sr. Weasley, apesar de ter alertado Voldemort para a ligação que ele e Harry possuem.

Sonhos inicialmente sem sentido, como o ocorrido no capítulo 26 em que Neville e a prof. Sprout aparecem valsando, acabam terminando com o corredor do Ministério da Magia. E a ligação de Harry e Voldemort continua forte, principalmente porque esse não conseguiu levar a contento as aulas de Oclumência ministradas por Snape. Isso é evidenciado quando Harry vê Rockwood sendo torturado. Esse sonho, tem também uma das representações simbólicas mais potentes de todos os 5 livros, que quando Harry se vê no espelho como sendo Voldemort. Essa figura demonstra o quanto a ligação entre os dois é forte e profunda. No caso, Harry representa o lado positivo e do bem e Voldemort o lado negativo e do mau. Os dois estão entrelaçados, como o símbolo de yan. Snape, em suas péssimas aulas de oclumência tem a noção exata de como Harry tem a ligação de Voldemort, quando vê esse mesmo sonho. Mas Dumbledore, e nem nenhum outro membro da Ordem da Fênix é alertado sobre esse fato. No final desse mesmo livro, os sonhos de Harry se tornam dominados pelas provas de NOM’s que se aproximam.

Os sonhos, segundo Jung são reflexo do inconsciente coletivo que é a camada mais profunda da psique e constitui-se dos materiais que foram herdados da humanidade. Nesse pequeno percurso pelos sonhos que Harry teve ao longo desses 5 livros, foi demonstrado que na maioria das vezes eles eram premonitórios, ligados, principalmente a Voldemort, portanto, sendo a principal ligação entre os dois personagens principais da trama.

Justamente por isso, acreditei ser necessário fazer essa análise dos sonhos. Pois, segundo Jung, nos sonhos existem elementos da história da humanidade (mitos ou arquétipos) que representavam elementos coletivos da mesma, presentes em todos os seres humanos. No inconsciente encontram-se, em movimento, conteúdos pessoais, adquiridos durante a vida e mais as produções do próprio inconsciente. Os sonhos de Harry Potter e/ou ocorridos ao longo da trama com outros personagens, são a representação direta desses arquétipos, podendo ser analisados e entendidos, além de servirem como elementos premonitórios da trama que se aproxima.

Por isso, apesar de considerar que Harry Potter deve se aprofundar nas aulas de Oclumência, para não ser controlado e manipulado por Voldemort, não acredito ser necessário que tome uma poção para dormir sem sonhar, pois perderíamos e muito das informações que esses sonhos trazem.

[Nota de Revisão]

Essa coluna foi publicada em 2005. Antes, portanto, do livro seis, o “Enigma do Príncipe” e do último livro da saga, “Relíquias da Morte”. Percebo ao reler nesse momento que essa previsão de que Harry Potter não iria ter muitos sonhos se tornou realidade. Harry realmente não teve sonhos no sexto livro. Um dos quais não teve nenhuma importância, onde Rony o perseguia com um bastão de batedor. E outros em que ele sonhava com Gina numa demonstração de que ele começava a se interessar pela irmã de Rony. Quando Harry percebeu que Malfoy estava usando a sala Precisa, ele então teve sonhos confusos “fragmentados e perturbados por imagens de Malfoy, se transformando em Slughorn, que se transformava em Snape…” (HP6, p. 220). A razão para que Harry não tivesse mais sonhos confusos, foi explicada por Dumbledore ao final desse livro, já que Voldemort tinha fechado a mente para o adolescente, uma vez que descobriu a ligação que os dois tinham.

Na verdade, Dumbledore tinha ido um ponto a mais que Voldemort, pois já tinha identificado Harry como um dos horcrux de Voldemort. Aliás esse é o tema de mais um dos sonhos de Harry, logo após saber sobre os horcrux: “seus sonhos estavam recheados de cálices, medalhões e misteriosos objetos que ele não conseguia alcançar, embora Dumbledore prestativamente oferecesse a Harry uma escada de corda que se transformava em cobras no momento que ele começava a subir …” (HP6, p. 303).

Interessante observar que Rowling no último livro demonstra a importância dos sonhos como eu realmente observei:

“Harry olhou em volta os sapatos e sombrinhas empilhados, lembrando de como ele costumava acordar todas as manhãs, olhando para cima por dentro da escadaria, a qual freqüentemente abrigava uma ou duas aranhas. Aqueles haviam sido os seus dias antes dele saber qualquer coisa sobre sua verdadeira identidade; antes dele descobrir como seus pais haviam sido mortos ou porque coisas estranhas sempre aconteciam à sua volta. Mas Harry ainda conseguia lembrar dos sonhos que o perturbavam, até mesmo naquela época; sonhos confusos envolvendo raios verdes, e – uma vez Tio Válter quase bateu o carro quando Harry contou – uma moto voadora.” (HP&, p. 33)

Mesmo antes de saber que era um bruxo e suas histórias, os sonhos já eram denunciadores de sua realidade e funcionavam como avisos para o garoto. No sétimo livro, mais uma vez Rowling fez uso dos sonhos, como quando Harry sonhou que Voldemort procurava Gregorovitch o bruxo que fazia varinhas para a região da escola de Durmstrang. Ou seja, a ligação entre Harry e Voldemort continuou evidenciada ao longo do último livro e muitas vezes Harry conseguiu identificar o que esse pensava não somente por sonho, mas até mesmo acordado.

Realmente lendo a coluna por uma última vez antes de republicá-la eu percebo o quanto que os sonhos foram importantes para Harry ao longo de sua trajetória. Foram os sonhos os primeiros avisos do que ia ocorrer a Harry e até mesmo o aviso para Dumbledore perceber a mais cruel faceta das Horcrux de Voldemort, tendo Harry uma parte da alma desse em seu próprio corpo. Foi essa terrível ligação que o permitiu não somente saber coisas que o bruxo das trevas pensava, mas também ser ofidiglota e a ligação extrema que os dois possuíam.

Saga Pokémon nos Games

Posted by: Bill in Games No Comments »

Os primeiros jogos de Pokémon, são o início de tudo. Foi a partir daí que começou a febre. Nesse jogo você é um garoto chamado Satoshi (Ash), que a convite do Prof. Oak (Carvalho) inicia uma jornada pokémon, lutando em ginásios, obtendo insígnias, e obviamente, capturando pokémons. Os gráficos desse jogo são muito bons para a época em que foi lançado, e se você comparar com outros jogos para Game Boy, verá que eles usam muito da capacidade do portátil. Infelizmente, no Game Boy Color, as cores não foram muito bem trabalhadas, e na maioria das vezes, a tela é toda de uma única cor, usada em diferentes tons. O jogo é muito divertido, e dentre todos, esse é o mais difícil, pois suas dungeons são muito bem trabalhadas, e têm o aspecto de um labirinto (quem nunca ficou perdido em Seaffom Island?). Além disso, os pokémons da Elite Four são muito fortes, com nível entre 50 e 60 (nos outros jogos, o nível varia entre 40 e 55). O último pokémon a ser capturado neste jogo é Mewtwo, com o uso da Master Ball. Também é possível capturar Mew, mas apenas em eventos promovidos pela Nintendo, ou por Game Shark. Uma curiosidade interessante sobre esse jogo é que a versão Blue só existe no Ocidente, enquanto a Green só existe no Japão. Mas ambas (blue e green) são o mesmo jogo, só muda o nome.

Após o estrondoso sucesso das versões Red/Blue/Green, estreou no Japão um anime, baseado nos jogos, e foi através desse anime que Pokémon passou a ser conhecido em todo o mundo. Foi feita uma versão especial dos jogos, adaptada para lembrar mais o anime. Essa é a versão Yellow (Pikachu´s Special Edition). Nessa versão, o seu pokémon inicial só pode ser o Pikachu, e como ele não gosta da pokeball, ele fica te seguindo todo o tempo pelo mapa. Você pode verificar o humor dele de vez em quando. Nessa versão, a equipe Rocket como a conhecemos marca presença: Jessie, James e Meowth fazem algumas aparições, nada muito grande, só mesmo para fazer alusão ao anime. Os gráficos desse jogo sofreram uma ligeira melhora, principalmente os sprites dos pokémons (que agora estão mais com a cara do anime). Um detalhe interessante sobre o jogo é que nele você pode capturar todos os inicias de R/B/G (Charmander, Bulbasaur e Squirtle).

O Segredo

Posted by: Patricia in Patrícia, Resenhas No Comments »

Segundo a lei da atração, semelhante atrai semelhante; assim, quando você tem um pensamento, está atraindo pensamentos semelhantes para si. Eis exemplos da lei da atração que você pode ter vivenciado em sua vida: você alguma vez começou a pensar em alguma coisa com a qual não estava feliz, e, quanto mais pensava, pior ela parecia? Isso acontece porque, quando você tem um pensamento constante, a lei da atração imediatamente lhe traz mais pensamentos semelhantes. Em questão de minutos, você teve tantos pensamentos semelhantes infelizes, que a situação parecia estar piorando. Quanto mais pensa nisso, mais perturbado você fica.

Você pode ter passado pela experiência de atrair pensamentos semelhantes ao ouvir uma canção, e depois descobriu que não conseguia tirá-la da cabeça. Ela simplesmente continuava tocando em sua cabeça. Quando ouviu aquela canção, ainda que sem perceber, você concentrou toda a sua atenção e pensamento nela. Assim atraiu poderosamente mais pensamentos semelhantes daquela canção, ativando, a lei da atração, que passou a transmitir mais pensamentos daquela canção repetidas vezes.

“Você já leu o Segredo?”

Essa está sendo uma das perguntas mais ouvidas ultimamente. O Segredo é um documentário que por onde foi visto, conquistou um grande número de fãs. A Lei da Atração virou até essência de um filme lançado em 2006 e um livro escrito pela australiana Rhonda Byrne baseado em um outro livro de 1910, chamado A ciência de ficar rico. A principal idéia do livro é que: coisas boas atraem coisas boas e vice-versa.

Ele encoraja uma forma de pensamento poderoso, mas também primitivo; fazendo com que repensemos com maior cuidado os nosso desejos. Mas será que só o pensamento positivo tem o poder de modificar as coisas? Essa é a dúvida que grande parte dos leitores ficam ao longo do enredo. O livro/filme traz essa questão para a consciência. Mas é preciso aprofundar a análise porque os pensamentos positivos, ou a Leia da Atração são uma peça de um quebra-cabeça e não ele inteiro. Ou seja, fica difícil acreditar que apenas com a força do pensamento seremos capazes de tornar o dia-a-dia mais interessante ou a conta bancária mais gorda.

Embora ainda existam muitos céticos quando à concretização da idéia exposta no Segredo, como também há defensores prontos para relatar como conseguiu várias realizações depois que absorveu essa idéia, é preciso que coloquemos juntos à isso o desejo de conquistar algo, a força de vontade e atitude, pois mesmo que passemos a vida inteira ambicionando algo, dificilmente o conquistaremos sem que corramos atrás daquilo. Na prática, o necessário é desenvolver estratégias para o que se quer conquistar. É ter determinação e não se deixar se abalar pela preguiça e medo de errar.

Quando as coisas não acontecem como planejamos é possível que você tenha projetado mal uma estratégia. E todos, sem exceção, podemos mudar uma estratégia para algo mais útil ou desejável. Então, onde está o segredo dessa história? O livro vem apenas para suprir a fome das pessoas que querem novas respostas para buscar significados em sua vida. O “segredo” não é a materialização da lâmpada de Aladim, mas pode ajudar a refletir sobre a maneira como se está levando a rotina, e essa reflexão é que pode fazer toda a diferença.

Reflexões sobre Matrix…

Posted by: Jussara in Jussara No Comments »

Matrix“Você já teve um sonho, Neo, que parecia ser verdadeiro? E se você não conseguisse acordar desse sonho? Como você saberia a diferença entre o mundo dos sonhos e o mundo real?” (MATRIX, 31’34”)

Estava vendo mais uma vez (das muitas vezes já vistas) o filme matrix, e comecei a pensar em algumas das frases com conotação filosófica que permeiam esse filme. A frase que inicia esse artigo, faz bem um exemplo de que caminho minhas reflexões seguiram.

Esse filme, demonstra em sua temática uma realidade pós-moderna complexa. Tenho sentido uma sensação de que muitas das coisas que me rodeiam não são exatamente da maneira como são apresentadas.

As pessoas não conseguem perceber o que é e o que não é real. A realidade que nos confronta, com indícios de corrupção, criminalidade em ascensão, inflação, nem sempre é a mesma que é demonstrada pela mídia, pelos políticos. As contas de telefone, luz, água entre outras tiveram aumentos exorbitantes, desnecessários que não demonstrados na estatística oficial. A inflação oficial não tem nada a ver com as tarifas inflacionárias realizadas por essas concessionárias. E o nosso salário…. continua estagnado, sem aumento….

“Você sabe de algo. Não consegue explicar o que, mas você sente. Você sentiu a vida inteira. Há algo errado com o mundo. Você não sabe o que é, mas há.” (MATRIX, 27’08”)

A corrupção é outro fator que parece que é uma coisa e descobrimos ser outra. Não sabemos o que é, mas sabemos que algo está errado. Na verdade, acredito, que tem a ver com a noção de moralidade, honestidade, identidade de cada um. Fui criada, de maneira a achar que a honestidade é imprescindível, necessária e fundamental para qualquer pessoa. O problema é que muitas das pessoas que andam por aí não têm a mesma noção que eu…. A honestidade é algo a ser demonstrado, mas nem sempre seguido ao pé da letra, sempre pode haver um jeitinho.

Sempre pode acontecer de não se devolver algo que foi emprestado (um livro, uma revista), não se dar o troco correto (mesmo que falte apenas algum centavo), mascarar e omitir a verdade para se ter sempre razão…. E errado é quem acredita que isso não é certo….

E assim, o politicamente correto, se sente perdido em uma selva, onde ganha quem souber mentir mais e melhor. Onde ganha quem tem conhecidos no mercado de trabalho, onde quem é ganha é quem tem Q.I. (o vulgo quem indica). E, quem não está no “sistema”…. E, como disse Morpheu para Neo:

“A maior parte dessas pessoas não está pronta para acordar… e muitas estão tão inertes, tão dependentes do sistema que vão lutar para protegê-lo. “(56’58”)

Infelizmente, não posso ser como o personagem Chyper de Matrix, ironicamente chamado também Mr. Reagan…

Sei que este bife não existe. Sei que quando eu o coloco na boca a matrix diz ao meu cérebro que ele é suculento e delicioso. Após 09 anos, sabe o que eu percebo? A ignorância é maravilhosa.

“Não quero me lembrar de nada. E quero ser rico. Alguém importante…” (MATRIX, 1:03’)

Não acho a ignorância maravilhosa, e por mais dolorosa que seja a realidade, prefiro estar plenamente consciente do mundo à minha volta, prefiro saber onde meus pés tocam, e prefiro conhecer com quem estou me envolvendo, para não sofrer depois a decepção. A ignorância, nesse sentido, é que é dolorosa….. Prefiro nesse sentido, a opção que Morpheu dá para Neo:

“Esse é o mundo que existe hoje. Bem-vindo ao deserto do real. “(Matrix, 41’17”)

A solução para esse problema de moralidade que grassa o mundo não existe, pelo menos não atualmente, mas prefiro acreditar que eu, posso ser honesta, posso ter uma moralidade nos meus atos e pensamentos. Os outros que façam o que quiser…. Acredito, firmemente que, pelo menos para mim estou fazendo a diferença… E quem sabe, paulatinamente outras pessoas possam também estar fazendo o mesmo, agora, e modificando a energia não diria do planeta, mas à sua volta. E assim, outros possam talvez seguir o exemplo e isso poderia virar uma bola de neve!!!! Infelizmente, isso ainda é apenas um sonho, mas a última frase Neo no primeiro filme, nos faz mais uma vez pensar, e quem sabe modificar

“Está com medo. Está com medo de nós. Está com medo das mudanças. Eu não conheço o futuro. Eu não vim aqui te dizer como isso vai acabar. Eu vim aqui te dizer como vai começar. Vou desligar esse telefone, O que não quer que elas vejam, vou mostrar a elas um mundo sem você. Um mundo sem regras e controle, sem limites e fronteiras. Um mundo onde tudo é possível. Para onde iremos daqui é uma escolha que deixo para você.”(MATRIX, 2:07’)

Até que ponto pode-se confiar naquela pessoa que teclamos todos os dias, mas que nunca encontrou pessoalmente? Relacionamento Virtual veio para acabar com todo romantismo presente nas gerações passadas?

Hoje enquanto visitava o meu site de notícias favorito, Yahoo, eu dei de cara com uma notícia intitulada “Toda forma de Amor” e na seqüência vinha “Casal virtual, ficante, grudento, descolado: qual é o estilo de vocês dois?”. Casal Virtual… Isso me fez pensar que hoje em dia tornou-se muito comum as pessoas terem relacionamentos virtuais, talvez pelo fato de não ter aquela pessoa pegando no seu pé toda vez que vocês se encontram ou porque simplesmente dizer as coisas para uma tela de computador seja bem mais fácil.

Eu mesma já me meti nessa história de romance virtual e posso dizer que com certeza é muito mais fácil você ser sincera e dizer o que sente para a tela do computador sem ter que falar cara a cara esperando ver a reação da pessoa. Mas ao mesmo tempo em que é mais fácil é difícil. Se você se relaciona com uma mulher ou homem que mora a mil quilômetros de você que graça tem? Onde fica o olho no olho e o boca a boca e a pele na pele? Tudo isso acaba sendo esquecido com o modismo de namoro virtual.

Talvez hoje se tenha perdido muito o romantismo que há anos atrás você encontrava nos namoros. As pessoas querem que seja tudo mais fácil, e um relacionamento virtual proporciona isto de certa maneira. O homem não precisa enfrentar os pais da menina na hora de pedi-la em namoro e depois de algum tempo o sexo pode ser feito sem nem ao menos ter aquela preocupação de “se fizer com certeza não vou ficar grávida, a final é virtual”. Mas onde fica o prazer nisso tudo? Lembrando que beijo, carinho e afeto também nos proporcionam prazer.

Tudo isso deixa claro que as pessoas desta nova geração têm medo de se envolver em um relacionamento real para viver uma incerteza através da tela do computador, onde você não tem mais o calor humano e sim o calor da sua ‘CPU’ e o monitor esquentando perto de você. Ótimo calor esse.

Enquanto escrevia voltei a navegar um pouco na internet e vi a seguinte pergunta: “Você não acham o beijo meio nojento?”. Nossa como uma forme de expressar o amor, o sentimento pode ser nojento? Quando a sua mãe e seu pai te dão / davam beijo de boa noite você também achava nojento? É esse tipo de coisa que me leva a pensar que as pessoas preferem o namoro virtual ao real, pelo simples fato de não ter o contato físico.

É interessante pensar que uma tecnologia que veio para nos ajudar, acabou ajudando mesmo. Por quê? Simples…

1. A menina é linda e está super afim de um rapaz, eles começam a trocar olhares e tudo mais, ele pede para ela adicioná-lo no orkut e/ou no MSN e depois de um tempo eles acabam ficando. Por que isso ajudou? Porque a menina tem certo problema em conversar com os rapazes ao vivo, ela se sente intimidada e os aparelhos de comunicação virtual vieram a calhar, ela o ganhou e eles acabaram ficando juntos no final.

Mas ela também pode nos atrapalhar algumas vezes.

2. A mulher acaba de levar o seu décimo fora na vida real, desolada e sem esperanças ela se aventura pelas salas de bate papo e chat’s na internet. Ela acaba conhecendo um homem que demonstra ser a pessoa mais amável e compreensiva do mundo, a coisa entre vocês começam a ficar mais intensas e quando ele percebe que você está na dele, o cara vai lá e aplica um belo golpe e tira tudo o que você tem, casa, dinheiro, bens até mesmo a sua vida.

Então aqui vem, até que ponto podemos confiar, se é que há confiança, nos relacionamentos virtuais? Afinal como não existe o cara a cara e o olho no olho não podemos ver se a pessoa está realmente mentindo ou não.

Provavelmente a maioria das pessoas que vão ler essa coluna nem nascido tinha quando o primeiro Indiana Jones foi lançado. Mesmo sendo mais velha, eu não tive o prazer de ver nenhum deles no cinema. Vi muito mais tarde, em vídeo, e depois em DVD.

Mas porque estou escrevendo essa coluna sobre uma trilogia tão antiga a esse ponto? Porque a saga é um clássico, que não envelheceu, e principalmente porque finalmente estão lançando em 22 de maio agora o 4º filme. Assim como houve a continuação da saga de Star Wars, eles resgataram a série.

Para quem ainda não conhece Indiana Jones é um personagem criado por Steven Spielberg e George Lucas interpretado por Harrison Ford. Indiana Jones, ou melhor, falando, Henry Jones Júnior é um professor de Arqueologia, que se transforma em um aventureiro, que usa pistola e um chicote, e adotou o nome Indiana de seu cão. O personagem foi uma inovação, já Harrison Ford, trouxe humanidade às suas histórias. Indiana tem medo, odeia insetos, e ficou clássica a cena em que um homem com chicote o ameaçou e ele com um sorriso irônico tirou o revolver e deu um tiro. Suas aventuras ocorrem na década de 1930, sendo que no primeiro (Indiana Jones e a Arca Perdida) e terceiro (Indiana Jones e a Última Cruzada) filmes, enfrenta forças nazistas. Os filmes mexem com o resgate de artefatos religiosos, como a arca da perdição e cálice Santo Graal. Um dos muitos vilões que Indiana enfrenta é ninguém menos que Adolf Hitler e as forças nazistas. Confira abaixo um breve resumo de cada um dos filmes.


Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: George Lucas (história), Philip Kaufman (história), Lawrence Kasdan
Gênero: Ação/Aventura
Origem: Estados Unidos,
Duração: 115 minutos

Nesse filme, Indiana Jones (Harrison Ford) é contratado para encontrar uma arca sagrada, cuja lenda diz que tornará que o portador será imbatível. Jones luta contra o Nazismo. O filme foi Vencedor de 5 Oscar: Melhores Efeitos Especiais, Efeitos Sonoros, Som, Edição e Direção de Arte.

Indiana Jones e O Templo da Perdição - (Indiana Jones and the Temple of Doom, 1984)

Direção: Steven Spielberg
Roteiro: George Lucas, Willard Huyck
Gênero: Ação/Aventura
Origem: Estados Unidos
Duração: 118 minutos

Indiana Jones é chamado para resgatar jóias são roubadas por um malévolo feiticeiro, na aventura acaba descobrindo que diversas crianças estão sendo feitas escravas. O filme é ação do princípio ao fim e ganhou Oscar de Efeitos Especiais.

Indiana Jones e A Última Cruzada - (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989)

Direção: Steven Spielberg
Roteiro: George Lucas, Philip Kaufman
Gênero: Ação/Aventura
Origem: Estados Unidos
Duração: 127 minutos

Indiana Jones tem a ajuda de seu pai, o professor Henry Jones (Sean Connery), que foi seqüestrado pelos alemães. Depois de resgatar o pai, os dois vão em busca do Santo Graal - o famoso cálice sagrado. Claro que os nazistas estão a procura do mesmo artefato e farão de tudo para impedir que Indy e seu pai tenham sucesso em sua missão. Filme ganhou Oscar de Melhores Efeitos Sonoros.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)

O quarto filme de Indiana Jones tem previsão de lançamento em 22 de maio de 2008, mesma época em que os outros filmes da série foram lançados. O filme está sendo discutido durante os últimos anos, entre George Lucas, Steven Spielberg e Harrison Ford que tentaram várias vezes se reunir para uma nova aventura do arqueólogo. Apesar dos diversos problemas, especialmente envolvendo roteiro, que atrasaram a realização do projeto, finalmente no final de 2006, Lucas deu o sinal verde para a produção do quarto filme da série, Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull.

Segundo boatos que surgiram na internet, Spielberg e Lucas planejam lançar até o sétimo filme da saga do arqueólogo. Shia La Beouf, que vive o filho de Indy no quarto filme, pode assumir protagonista. Apesar disso, Mesmo tendo já 65 anos, Harrison forte ainda entrou nas calças justas de Indiana Jones. Mostrando o mesmo vigor de antigamente, na quarta parte da série Indiana Jones. Segundo fontes do estudo, ele tem mostrado boa forma, inclusive encarando cenas de ação sem dublês, precisando apenas de uns sacos de gelo e massagem a mais.

Shia La Beouf, O astro teen, que interpreta o filho de Indiana Jones no quarto filme, provavelmente assumirá o papel principal da saga, já tendo inclusive assinado um contrato para estrelar a nova trilogia.

A trama do próximo filme se passa nos anos 1950, e o elenco conta ainda com Cate Blanchett e Ray Winstone. E você não está curioso para ver o filme? Posso garantir que estarei nos cinemas no primeiro dia e primeiro horário de exibição, à espera de ouvir a famosa musiquinha de Indiana Jones.

O objetivo dessa coluna é analisar a simbologia do espelho, no sentido de compreender o que significa o espelho e como ele pode ser analisado, principalmente levando-se em conta as constantes referências ao espelho nas obras de J. K. Rowling.

O espelho em sua superfície prateada nos traz o reflexo de nós mesmos, o reflexo ao contrário do mundo à nossa volta. É símbolo de nosso próprio reflexo, mas é um símbolo também do reflexo externo à nossa volta.
O termo Espelho vem do latim, speculu significa reprodução fiel da imagem, representação, reflexo. Pode ser analisado em seu sentido figurado como um modelo, exemplo a ser seguido, imitado. Espelho também deriva do verbo depoente latino speculor, cuja primeira acepção é observar. Foi interessante descobrir que o espelho aparece em muitos mitos universais, tem um valor cognitivo (relativo ao conhecimento) e epistemológico(estudo da ciência); Esclarecendo melhor a frase anterior, o espelho nos traz conhecimento e estudo, sendo um símbolo da consciência.

O Espelho representa nossa identidade mais profunda, nossa alma, como acreditava Platão em seu mito da caverna, que fala que alguns homens viviam acorrentados de costas para a luz em uma caverna, a única imagem que viam eram as sombras projetadas no fundo da Caverna. Um dos prisioneiros se liberta, e retornando ao mundo exterior aos poucos consegue se adaptar à nova realidade. Lá fora descobre o quanto não tinha conhecimento, e como o seu mundo era irreal e inconsciente, feita de sombras e reflexos das coisas. Seus companheiros não quiseram acreditar que existia outra vida além dos reflexos nas paredes da gruta.

Essa simbologia do espelho é usada em muitos livros e filmes, como Matrix, Senhor dos Anéis, Harry Potter e Alice no país do espelho. Com relação aos livros HP encontrei muitas referências a espelho. Muitas são apenas uma referência ao fato de que a pessoa olhou no espelho como no início do livro “Pedra Filosofal” em que o Sr. Dursley viu um gato no espelho retrovisor do carro. Ou citações de alguma significado simbólico, mas sem muita importância como Espelho na casa do Weasley que diz para Harry: “ponha a camisa para dentro, seu desleixado”, o espelho do banheiro da murta que é velho e rachado, indicando o abandono do banheiro ou Hermione com o espelho circular na mão petrificada, todas essas referências do livro “Câmara Secreta”. No livro 3, Prisioneiro de Askaban, temos o espelho do Caldeirão furado, que conversa com Harry.

Outra hora em que o espelho aparece na trama é quando, no capítulo 2 do livro 4, Cálice de Fogo, Harry se olha no espelho, ainda na casa dos Dursley e se analisou: “um menino magricela de catorze anos olhou para ele, os olhos muito verdes e intrigados sob os cabelos negros em desalinho. Examinou com mais atenção a cicatriz em sua imagem.” (HP4, p. ) Nesse momento, Harry, vê a si mesmo…. seu reflexo, sua identidade mais profunda, mas também se vê como os outros o vêm… Tendo uma análise de si mesmo, de maneira crítica.
Uma simbologia impressionante do espelho é usada no livro 5, Ordem da Fênix, na hora em Harry, sonhando, se vê como Voldemort, no espelho, na página 477. Essa simbologia demonstra a ligação profunda entre Harry e Voldemort, como se fosse os dois lados de uma mesma moeda: a cara e a coroa, o positivo e o negativo.
Mas existem em minha opinião, três espelhos que têm uma simbologia mais complexa: o espelho de Ojesed no livro 1, o espelho de inimigos no livro 4, e o espelho quadrado que Sírius deu para Hary no livro 5. E, um objeto que não é um espelho, mas que tem simbologia próxima a um espelho, que é a penseira. O objetivo dessa coluna é analisar esses quatro elementos.

Espelho OJESED

Ojesed todo mundo sabe, é desejo do lado ao contrário. O espelho é descrito como “um magnífico espelho da altura do teto com uma moldura de talha dourada, aprumado sobre dois pés em garra. Havia uma inscrição entalhada no alto: oãça rocu esme ojesed osamo tso rueso ortso moãn.” (HP1, p. 179), de trás para frente é: “Não mostro o seu rosto, mas o desejo em seu coração.” Nesse espelho são refletidos, nas palavras de Dumbledore: [...] nada mais nem mesmo do que o desejo mais íntimo, mais desesperado de nossos corações.” (HP 1, p.184 ).
O espelho de Ojesed representa o conhecimento mais profundo da alma, de nossos desejos, e pode através dele, transformar a pessoa que o olha num escravo de seus próprios desejos ou serve como um reflexo e um aviso para que a pessoa possa ultrapassar esses desejos.
Quirrel só conseguiu encontrar o reflexo da pedra filosofal, porque seu coração estava cheio de ódio e maldade. Somente através da clareza de seus pensamentos, sentimentos e emoções é possível realmente fazer uma análise mais profunda de si mesmo. Quirrel agiu com o espelho como a madrasta de Branca de Neve: “Espelho, Espelho meu, existe alguém mais bonita que eu?” É uma simbologia de Narciso, que reflete o ego, de uma pessoa que só a parte externa de si mesma, esquecendo-se da interna. O espelho nesse momento é o reflexo do próprio ego, como um reflexo invertido da realidade. O símbolo da verdade é, ao mesmo tempo, signo da falsidade e da ilusão.

Espelho-de-Inimigos de Moody

Esse espelho aparece no livro 4, como sendo de Moody e depois aparece na sala precisa, no livro 5. Sua função é ver os inimigos que podem estar próximos. Segundo o falso Moody: “Não estou realmente em perigo até enxergar o branco dos olhos deles.” (HP4, p. 274) É uma simbologia bem próxima da epistemologia, da ciência, o espelho de inimigos é um instrumento de defesa, que usado de maneira racional pode ser útil para descobrir formas de atuação futuras.

[Nota de Revisão] E o mesmo espelho foi citado no livro 5, quando a Armada Dumbledore se encontra na sala precisa. Foi usado como forma de fazer os estudantes perceberem a importância de estarem atentos e saberem se defender.

Penseira

A penseira é descrita no livro 4 assim: “[...] uma bacia de pedra rasa, com entalhes estranhos na borda; runas e símbolos [...]. A luz prateada vinha do conteúdo da bacia, [...]. Ele não sabia dizer se a substância era líquida ou gasosa. Era brilhante, branco-prateada e se movia sem cessar; sua superfície se encapelava como água sob a ação do vento e, então, como uma nuvem, se dividia e girava lentamente. Parecia luz liquefeita - ou vento solidificado[...]” (HP, p. 464)

Eu sei que muitas pessoas vão falar que ela não é um espelho. Mas em minha opinião, ela tem a simbologia de um espelho, como um instrumento para ver coisas que já tinham acontecido, servindo como um receptáculo para esvaziar a mente quando essa está cheia de pensamentos. Ela serve também para ajudar a analisar de maneira mais detalhada os pensamentos e acontecimentos, ajudando a encontrar uma solução ou padrão.

A penseira tem em minha opinião a mesma função do espelho de Galadriel, descrito por Tolkien no livro “A sociedade do anel”. É um instrumento, mas com função diferente do espelho-de-inimigos. Tem a função do conhecimento, como forma de sair do mito da caverna de Platão. É um espelho que mostra mais do que apenas reflexo, pois mostra o passado e presente e lhe dá condições de analisar mais detidamente os acontecimentos.

[Nota da Revisão] E realmente a penseira foi muito importante no livro 5, quando Harry e Snape nas aulas de oclumência, Harry tem acesso a situações da vida de Snape que permitiram que esse percebesse que a vida não é tão simples assim. Essa foi a primeira vez ao longo dos livros que temos pena de Snape, e vemos ele de uma maneira diferente do ranhoso com cabelo oleoso.

Espelho quadrado que Sírius deu para Harry

O espelho de Sírius é um espelho de dois sentidos, que serve de comunicação entre as duas pessoas que têm os pares. Esse espelho serve não para o reflexo da alma ou dos sentimentos das pessoas, mas como forma de ligação entre duas pessoas. Serve para aproximar, para compreender e para comunicar. Esse espelho, provavelmente vai aparecer no próximo livro, mas não sabemos ainda como será essa aparição, e com quem será essa comunicação .

[Nota da Revisão] - Rowling de maneira inesperada, realmente fez com que esse espelho aparecesse no último livro. Mas ao contrário do que a maioria dos fas previam, quem estava com o espelho na mão de Aberforth Dumbledore, irmão de Dumbledore que na verdade era o dono do cabeça de Javali, o bar alternativo de Hogsmeade. Aberforth foi fundamental quando Harry, preso na casa de Malfoy, juntamente com Rony, Hermione, Olivaras, Luna, Dino e Grampo, o duende, pediu ajuda. Sem ele, Dobby não teria ajudado a todos fugirem.

Bom, lendo hoje essa coluna, acredito que ela serviu ao intento de analisar a simbologia do espelho e que os objetos analisados, realmente foram importantes para a saga de Harry Potter.

Murta que GemeO que sabemos de Murta que geme? No livro 2, sabemos que essa é uma garota que morreu na mesma época que Tom Riddle /Voldemort freqüentou Hogwarts. Ela morreu porque infelizmente estava no banheiro feminino do segundo andar na hora em que o basilisco saía da Câmera Secreta. Ela estava no banheiro chorando porque Olívia Homby tinha caçoado de seus óculos, e irritada porque ouviu a voz de um garoto, destrancou a porta e deu de cara com os dois olhos amarelos do basilisco.

Com relação ao banheiro, é interessante observar um pequeno erro (de Rowling ou da tradução ou edição brasileira?) na página 116 do livro a Câmara Secreta Hermione diz que a Murta que geme assombra um “banheiro das meninas no primeiro andar” e mais tarde o mesmo banheiro é descrito como sendo próximo ao local em que apareceu a Madame Norra petrificada, no segundo andar…

Outra coisa que sabemos é que segundo palavras da própria Murta que geme as pessoas a chama pelas costas de “Murta Gorda! Murta Feiosa! Murta Infeliz, chorona, apática!” (ROWLING, 2000, HP2, p. 118)

Por que a Murta que geme se chama assim? Seu nome em inglês é moaning myrtle. Moan é gemer e myrtle é murta. Murta, segundo o dicionário Aurélio , significa “arbusto mirtáceo cultivado para compor cercas vivas” (FERREIRA, 2001, p. 477) – Murta é então um arbusto de cerca viva, coisa muito comum na Inglaterra. Esse arbusto, Murta também simboliza a deusa grega Hera, esposa de Zeus, quando trançado juntamente com frutos de romã.

Outra Deusa que esse arbusto representa é Afrodite, a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta. Mirra uma das sacerdotisas preferidas de Afrodite foi transformada nesta planta para ser protegida de um pretendente demasiado assíduo. Afrodite tinha uma coroa de murta quando Páris (o mesmo personagem da guerra de Tróia) lhe deu a Maçã Dourada da beleza. Representando Afrodite e o amor, a murta entra frequentemente na composição das coroas nupciais. Há uma história árabe que conta que Adão trouxe um galho de murta do jardim onde declarou o seu amor a Eva, e Shakespeare pôs Afrodite a encontrar-se com Adónis à sombra da murta. Em 1460, o boticário John Parkinson escreveu: “Cuidamos da murta com muito carinho, devido ao seu bonito aspecto, perfume e raridade.”
Relembro também uma estória da literatura mundial sobre uma murta, chamada Loureiro e a murta, escrita por Leonardo da Vinci. Nessa história, a pereira está sendo cortada para se transformar em uma estátua do Deus Júpiter, e ao morrer diz que o Loureiro e a Murta “encontrarão seus ramos quebrados e desfolhados, porque as pessoas virão buscá-los a fim de coroar-me e honrar-me, como convém a um deus.”

O resto do nome, “que geme”, é óbvio, a personagem só chora e lamenta, só geme. depois de ter morrido, Murta se recusou a ir embora de Hogwarts, perseguiu Olívia Homby por um tempo e quando impedida, voltou para o colégio e ficou assombrando o mesmo banheiro em que morreu.

Tenho curiosidade sobre esse assunto, se Murta que geme optou por ser fantasmas, que providências tomou para não ir embora? Pois como alertou Nick quase sem cabeça, os bruxos podem tomar providências antes da morte para se tornarem fantasmas.

Não ficamos sabendo pelo menos até agora o verdadeiro nome dela, antes de morrer. O Diretor Dippet, se refere a ela como a menininha e Tom Riddle a chama de garota. Esse fato deve ser acredito para reforçar seu renascimento como fantasma, a Murta que geme, que se lamenta por seu destino, e por ter sido infeliz enquanto viva e depois de morta.

Sempre que encontramos Murta que geme ela está se lamentando, chorando a própria morte, ou em se desesperando com sua situação. Diferentemente desse processo existem 4 vezes que esse padrão é diferente:
(1) quando Hermione toma a poção polissuco com pelo de gato se transforma de maneira errada,
(2) quando Harry vai descer para a Câmera secreta e ela lhe diz para ficar no banheiro com ela se “algo der errado”; e
(3) no quarto livro quando se encontra com Harry no banheiro dos monitores e o ajuda a descobrir o segredo da 2ª prova do Torneio Tribuxo. Ele demonstra que vigiava os monitores quando tomavam banho naquele banheiro, e se mostra mais feliz.
(4) Quando se torna confidente de Malfoy no 6º livro.

Na primeira situação é demonstrado que Murta que geme ficou feliz com a tragédia de Hermione, como se achasse que se ela é infeliz, os outros também devem ser. Na segunda situação, demonstra que Murta que geme “gosta” de Harry, e gostaria que ele dividisse o espaço do banheiro com ela. E na terceira, é demonstrado que Murta não é tão infeliz assim como se diz, pois aproveita muito bem o tempo de sua “morte” espiando os garotos no banho.

É muito engraçado esse episódio, se levarmos em conta que Murta é uma planta que representa Afrodite a Deusa da Beleza e da paixão sexual e seus ramos servem para coroas nupciais. Murta morreu jovem, não pode ser feliz ou realizada, e tudo o que ouve é “Murta feia… espinhenta (como disse Pirraça) entre outros adjetivos. Com tal representação e a vocação não satisfeita, não é de se admirar que ela se sinta infeliz.

Entretanto, é necessário enfatizar que é uma personagem que tem como objetivo principal auxiliar Harry. No 2º livro, foi Murta que geme quem viu o basilisco e morreu indicando onde era a entrada da Câmera Secreta quando questionada. No 4º livro também auxiliou a Harry a descobrir o segredo da 2ª tarefa do Torneio Tribuxo.

Considerando o analisado até agora, percebe-se que se a Murta que geme vai aparecer no 6º livro como já foi confirmado é porque vai auxiliar a Harry Potter mais uma vez. Mas auxiliar como? Em minha opinião, seu auxílio provavelmente vai ser por um ponto já demonstrado no 2º livro, ou seja, ela freqüentou a escola na mesma época de Tom Riddle /Voldemort, ou seja, assim como Hagrid, tem grandes condições de oferecer alguma informação sobre Tom Riddle.

Nota de revisão. Sabemos agora que Murta que Geme não ajudou Harry POtter, mas se tornou confidente de Malfoy, ouvindo seus medos e anseios para cumprir a missão que Voldemort lhe deu, ou seja, matar Dumbledore.

Será que Murta que geme era parecida com aquela garota Berta Jorkins, descrita como sendo fofoqueira? Sinceramente, nada do que foi falado até agora indica isso. Mas, vemos uma Murta “essencialmente” infeliz, que acha que todos falam mal dela pelas costas. Mas ela “se sente feliz com a desgraça dos outros” como demonstrado no episódio da transformação errada de Hermione com a poção polissuco. Sabemos também que assombrou Olívia Humby até ser impedida, numa vingança por sua morte. Uma pessoa infeliz pode procurar saber coisas das pessoas apenas para se vingar depois. Ou da mesma maneira que foi pega pelo Basilisco, pode ter sabido alguma coisa de Tom Riddle sem querer.
Eu sei, nesse momento você está pensando: mas quem saberia mais sobre Tom Riddle do que Dumbledore? Mas Dumbledore sempre foi um homem muito ocupado, um professor, que como Harry observou no 4º livro, não tem um olho mágico para ver tudo o que está acontecendo como Moody tem. Murta (ou seja lá qual for seu nome quando viva), uma adolescente infeliz, insegura, e aparentemente sem amigos (de qual casa ela era?) poderia muito bem viver pelos cantos sombrios do castelo de Hogwarts, descobrindo coisas por querer ou não, sabendo segredos que não deveria saber.

Se Murta tem por objetivo informar ou ajudar Harry, ela pode perfeitamente saber algum segredo de Tom Riddle que lhe auxiliará na obtenção de uma forma de vencer Voldemort, ou quem talvez saber quem é o Príncipe Mestiço. É por isso que acredito que a confirmação do fato de que a Murta vai estar no livro 6, é indicativo que ela vai trazer mais informação para a trama e auxiliar a Harry em algum momento decisivo, cumprindo sua missão de coroar um Harry Potter, enaltecendo sua coragem e seu talento.
Mas desejo que, uma vez cumprido com seu objetivo de auxiliar Harry, a Murta que geme possa enfim se libertar de um destino tão cruel quanto ficar assombrando um banheiro por mais de 50 anos. E, ao fazer a “passagem” possam enfim aprender a ser feliz (porque felicidade é um aprendizado diário), ou pelo menos livre…

Como se pode ver na coluna publicada em junho de 2005, eu errei em dois pressupostos, de que Murta ia dar informações sobre Tom Riddle e que poderia enfim fazer sua passagem. Percebo, que foi uma personagem secundária de importância. Deu uma informação fundamental no segundo livro, e no quarto livro. No sexto, foi por sua causa que podemos descobrir um pouco mais sobre Malfoy e seu plano. Foi o primeiro momento, acredito, que todos sentimos pena do até então, antipático e metido personagem.

Por: Jussara

Saga Pokemon nos Games. Parte 2

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Pokemon Gold/Silver version-
Plataforma: Game Boy/Game Boy Color
Gênero: RPG
Avaliação-
Gráficos: 9,0
Som: 8,0
Jogabilidade: 9,5
Replay: 9,5
Geral: 8,5

Depois de um período de puro sucesso, os monstrinhos de bolso se tornaram o jogo que mais vendeu unidades no mundo com 15 milhões de cópias vendidas e como era de se esperar eles voltaram com força total, aumentando ainda mais o sucesso da série. Quando foram anunciadas mais duas versões com novos pokémons, os fãs quase enlouqueceram. E no lançamento, não deu outra: Pokemon Gold/Silver voou das prateleiras. O jogo é só novidades: novos pokémons e dois novos tipos noturno e metálico, gráficos mais bonitos, mais cores, novas cidades, novos líderes, tudo novo. Foi implementado um sistema de passagem do tempo, onde o jogador podia perceber a passagem do dia, tarde e noite, e capturar diferentes pokémons, a depender do horário. O Pokemon Center agora tinha dois andares, os treinadores tinham celulares e podiam comunicar-se, e havia ainda um torneio de caça aos pokémon insetos. O jogo tornou-se um pouco mais fácil: as dungeons não eram mais tão complicadas (exceto talvez o Ice Path, inferno de muitos jogadores), e a Elite Four (agora five) estava um pouco mais fraca. Até mesmo o rival decepcionava: aparecia poucas vezes, e não oferecia muito desafio (além de ter um visual pra lá de andrógino). Um detalhe interessante é que ao vencer a Elite Four, você podia voltar a Kanto, o mapa onde se desenrolavam as aventuras em R/B/G/Y. E se conseguisse reunir todas as insígnias de Kanto (o que não é muito difícil), você tinha a oportunidade de lutar contra Satoshi (Ash), e seu incrível Pikachu level 82 (nesse momento, toda a facilidade do jogo torna-se dificuldade).

Pokemon Crystal-
Plataforma: Game Boy Color
Gênero: RPG
Avaliação-
Gráficos: 9,5
Som: 8,0
Jogabilidade: 9,5
Replay: 10,0
Geral: 9,0

Algum tempo depois do lançamento das versões G/S, a Nintendo teve uma brilhante idéia caça-níquel, mas que acabou rendendo um ótimo jogo: tornar os sprites dos pokémons estáticos em animados. Sendo esta mudança, e a possibilidade de se capturar o famigerado Celebi (na versão japonesa) os grandes chamarizes para o jogo, Pokemon Crystal logo se tornou sucesso. O jogo era uma edição especial das versões G/S (assim como Yellow foi para R/B), com algumas mudanças legais. Como já foi citado, nesse jogo os pokémons se movimentam. Não é nada de mais, apenas uma “dancinha” no início da batalha, e só. As animações possuem três quadros (há exceções), e apesar de simples, dão um charme ao jogo. Além disso, quadros com o nome do lugar onde você está foram adicionados, um novo personagem foi criado (um louco obsessivo cujo objetivo é capturar o Suicune) e mudanças pequenas foram feitas (como a possibilidade de escolher entre um garoto ou uma garota). Além das animações, o principal atrativo do jogo foi Celebi, o pokémon todo-poderoso da 2ª geração, que agora poderia ser capturado, mas infelizmente, apenas na versão japonesa. Outra novidade muito legal, que pode ter passado despercebida por alguns, foi a inclusão da Battle Tower (protótipo do Battle Frontier, que aparece na Emerald). Tratava-se de uma torre na cidade de Olivine, onde era possível lutar com diferentes treinadores avançando de andar em andar, em categorias de acordo com seu nível. A Battle Tower aumentou bastante o Replay do jogo. No final das contas, Crystal firmou-se como um upgrade das versões G/S, ou uma boa opção para quem estava indeciso entre comprar a Gold ou a Silver.